segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

P887: REVISTA "KARAS" DE FEVEREIRO



Aproveitando o sol convidativo, os lugares na esplanada exterior do Café Central foram rapidamente ocupados. O Aníbal Tavares, Carlos Morte e Cláudio Moreira por acaso até nem têm sido dos mais assíduos, mas lá vão aparecendo...


O Manuel Mendes e esposa Lina aproveitaram a presença da filha Cassandra, vinda de Inglaterra com o namorado Samuel, e integraram-nos neste nosso convívio.


Dois participantes habituais - o Manuel "Kambuta" Lopes e o António Pimentel - fazem de comissão de recepção a três estreantes - António Saraiva, Armando Faria e Armando Cró Braz.


O grupo do Núcleo de Alcobaça da Liga de Combatentes trazia duas novas aquisições, o Joaquim Romão e o António Justiniano. Encobertos, dois repetentes - o Amadeu J. Ferreira e o Paulo Laranjo. Estão acompanhados por dois "veteranos" nestes encontros - o Juvenal Amado e o Almiro Gonçalves. 


O Mário Ley Garcia, ex-Presidente do Núcleo de Leiria da Liga de Combatentes, apadrinhou a presença de dois elementos actualmente em funções naquele Núcleo - o estreante Jorge Marto Silva (actual Presidente) e o repetente António Tenreiro (actual tesoureiro).


O grupo de Aveiro vinha à carga máxima com os seus quatro elementos. A disposição na mesa não permitia um enquadramento de todo o grupo; vemos aqui o Carlos Augusto Pinheiro, José Luís Malaquias e Carlos Prata (que tem andado um pouco arredado)...


...estando do outro lado da mesa o Manuel Reis, ladeado pelo Rui Pedro Silva. Desde que passámos os encontros para as 4ªs feiras o Rui não tem falhado nenhum, talvez para compensar as ausências anteriores decorrentes de impedimento profissional.


O Artur Soares veio da Figueira e o Xico Allen lá mais de cima. Com o Xico sucedeu um erro de percepção - coisa muito em voga actualmente... É que não basta dizer a alguém que tem a intenção de vir, é preciso inscrever-se... Mas a situação compôs-se a tempo...


Cá está então o grupo do núcleo de Alcobaça inscrito pelo Mário Marques - O Amadeu J. Ferreira, Paulo Laranjo, António Justiniano e Joaquim Romão. 


Será que o Kambuta arranjou um part-time como complemento da reforma?... Bom, afinal parece que alguma coisa ali deve ter caído...
E, na ausência do Paulo Moreno, o Carlos Santos entrega ao Miguel Pessoa os aventais da Tabanca do Centro que alguns camaradas tinham encomendado ao Paulo. O Raul Santos vigia a zona, não vá algum malandro fanar o material...



O António Pimentel e o Armando Cró Braz são velhos conhecidos dos tempos do liceu e encontraram-se agora neste nosso encontro. Aqui põem a conversa em dia. E o Armando já nos referiu o agrado pelo ambiente vivido e a vontade de repetir proximamente. Pelo menos a boleia já lhe garantimos...



E estava na hora de avançar para o almoço, ali bem próximo do Café Central. O passeio dá para ir mantendo uma conversa - o Joaquim Mexia Alves com o Domingos Santos, o António Pimentel com o Armando Cró Braz. O António Tenreiro e o António Frade, esses já vão mais adiantados...



A sala do almoço apresentava uma disposição diferente do anterior, com mesas para 10 pessoas, ao lado umas das outras. A nova arrumação agradou à generalidade dos presentes, pois permitia uma boa circulação pela sala. Em primeiro plano vemos o Diamantino Ferreira, que tem sido bastante regular nas suas presenças. A Giselda, sempre das últimas a chegar à sala, ficou afastada do Miguel Pessoa mas bem encaixada no meio do casal Gaspar...



Embora viesse desfalcado (dos habituais faltavam o Lúcio Vieira e o Manuel Ramos) tivemos que mostrar duas fotografias para apresentar todo o grupo de Torres Novas. Neste lado da mesa vemos o Joaquim Henriques partilhando a mesa com os manos Manuel e João Rodrigues e o Carlos Morte...



...e, do outro lado da mesa, ao fundo, o Carlos Pinheiro e o Alexandre Fanha. Em primeiro plano, o Aníbal Tavares, Cláudio Moreira e Fernando Faustino.



O Rui Marques Gouveia e o cunhado José Jesus Ricardo têm sido presença habitual nos nossos encontros, embora desta vez a inscrição tenha surgido em cima do gongue...
A Maria Arminda Santos tem tido dificuldade em compatibilizar a sua vida pessoal com os nossos convívios, mas desta vez conseguiu estar presente. E, mesmo longe, tem sido visível o acompanhamento que faz das nossas actividades através dos comentários inseridos nos postes publicados no nosso blogue.



Desta panóplia de participantes apenas o Júlio Martins Baltazar - inscrito pelo Mário Ley Garcia - era já cara conhecida, os restantes eram estreia absoluta: Casimiro Soares Mendes, Francisco Caetano, Armando Faria e António Saraiva, todos inscritos pelo Armando.



Aguardamos a vinda de mais textos da parte do Manuel Frazão Vieira, que parece ter tomado o gosto pela sua presença entre nós - não falhou nenhuma desde que apareceu... Vemo-lo aqui entre o José Jesus Ricardo e o Vitor Caseiro. Mais ao fundo, o António Cardoso e o Raul Santos.



A Giselda aqui ao lado do Agostinho Gaspar, que comemorava a sua 59ª presença consecutiva (o pleno!). Ainda o Luís Branquinho Crespo e o José Miguel Louro, um dos camaradas da Linha.



O Baltazar Rosado Lourenço veio da Nazaré e, como de costume, foi dos primeiros a inscrever-se nos nossos encontros (neste caso particular, o primeiro). Aqui apoia a estreia do Joaquim Romão, que veio de Alcobaça.
O Kambuta desta vez pareceu-nos mais em forma que da vez anterior, mas a pose junto da "namorada" Hortense é a mesma do costume...



O Manuel Joaquim aproveitou a vinda à zona para mais uma vez estar presente. Faz aqui companhia ao Manuel Ferreira da Silva, Fernando Freitas Pinto e António Frade, todos estes presenças habituais nos encontros da nossa Tabanca.



O estreante Armando Cró Braz não quis deixar de levar prova da excelência do produto e arrecadou uma foto da travessa... Soubemos que a foto causou impacto em casa...
O grupo da Linha (ou das Linhas - Sintra e Cascais...) apresentava-se desfalcado pois contava apenas com 3 elementos. Já vimos noutra foto o José Miguel Louro, nesta estão o António Maria Silva e o Jorge Pinto, que se tinha encarregado das inscrições deste pessoal. Faltavam desta vez o casal Marques (António Fernando e Gina), que ficaram de "avós de serviço", e o Luís R. Moreira, sujeito a uma intervenção cirúrgica dois dias antes do almoço. Sabemos que já está em casa a recuperar, mas ainda bastante dorido nesta fase de convalescença. Os nossos votos de rápidas melhoras... desejando o seu rápido regresso ao nosso convívio!
E o Miguel Pessoa foi aqui apanhado com a mão na massa!... Mas tratava-se apenas de receber o pagamento dos aventais encomendados ao Paulo Moreno pelo António Marques e António Maria Silva...
E, a propósito de ausências, lembramos ainda o Vasco da Gama - que tem estado adoentado, situação que deve prolongar-se por mais umas largas semanas - e o JERO, a contas com uma festa de aniversário da netinha.



O Paulo Salgado e esposa Conceição estreavam-se nestes convívios, aqui junto do Xico Allen (que os inscreveu), Carlos Manata, Carlos Prata e Rui Pedro Silva. O Paulo teve ainda ocasião de divulgar um livro da sua autoria, recentemente publicado, "Guiné - Crónicas de Guerra e Amor".



Era chegada a hora de o Régulo da Tabanca fazer o seu habitual discurso de boas vindas aos participantes, em especial aos novatos. Ainda com uma referência particular ao seu amigo José Martins Carvalho, reputado geólogo a nível mundial, que se estreava nos nossos convívios.
Foi também referida a tendência de algum pessoal para as decisões de última hora nas inscrições, o que dificulta a vida dos organizadores... e da D. Preciosa, que tem outros utentes para apoiar, e necessita saber com alguma antecedência da disponibilidade da casa para receber esse pessoal.



O Presidente do Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes Jorge Marto Silva aproveitou a ocasião para entregar ao Joaquim Mexia Alves um "Diploma de Agradecimento" à Tabanca do Centro pelo apoio que a nossa Tabanca tem dado a combatentes carenciados, através da entrega ao Núcleo de donativos amealhados no decorrer dos nossos convívios.
Comparticipação modesta, diremos nós, mas que sempre poderá proporcionar um certo alívio a algum desse pessoal, em situações pontuais.
E o Miguel Pessoa posa para a foto com o grupo de Leiria, ostentando o referido Diploma, que podem ver mais em pormenor na imagem que se segue.



O Diploma de Agradecimento entregue pelo Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes



O Jorge Marto Silva era igualmente portador de uma "pomada" que serviu a alguns para acelerar a digestão do almoço, oferta que naturalmente foi apreciada por quem dela se serviu.
E para encerrar a sessão, o pagamento da despesa por parte de cada um dos presentes, para o que contámos com a colaboração competentíssima dos tesoureiros-maravilha Vitor Caseiro e Carlos Santos. Com a particularidade de nesta vez termos arrecadado umas interessantes dezenas de Euros para apoio aos combatentes carenciados.
A propósito desta última foto: Será que o Kambuta está a pedir desconto no almoço, dada a sua condição de "passageiro frequente"? Enfim, é só uma piada para o Manel... que o rapaz até gosta que apertem com ele...


sábado, 25 de fevereiro de 2017

P886: UM AGRADECIMENTO DO MANUEL KABUTA

ESTE CONVÍVIO PARA MIM
FOI UMA TERAPIA
Este convívio de hoje, de Combatentes do Ultramar da Tabanca do Centro na minha linda Vila de Monte Real, para mim foi uma mais-valia, veio na melhor momento, posso afirmar que, para mim foi mais útil que muita medicação que tenho tomado, devolveu-me a alegria e a felicidade, que se tinha afastado de mim, que, me tinha virado as costas já há algum tempo por doença.

Hoje, sim, na companhia dos bons amigos valeu a pena, foi o carregar das baterias para eu continuar a seguir o trilho da vida com alegria e felicidade.

Foi aqui na Tabanca do Centro que, um dia levado por um amigo Combatente, descobri o caminho certo para que encontrasse o verdadeiro Manel Kambuta dos Dembos que sempre tinha sido, mas que por infelicidade se encontrava perdido.

Assim que me levantei da cama e reparei que se aproximava a hora de ir para o convívio de Combatentes do Ultramar na Tabanca do Centro, senti algo estranho que se apoderou de mim, uma forte emoção e uma alegria imensa.

Ao chegar ao locar do encontro dos camarigos para o convívio, senti-me como peixe na água na companhia de todos estes meus amigos, que para mim fazem parte da minha verdadeira família.

Desde já lhes quero pedir desculpa e perdão por alguma falha minha, pois com tanta alegria e emoção minha talvez falhasse em algum momento. 

Também quero agradecer a todos pelo paciência que tiveram para me aturarem, com esta minha maneira de ser, irrequieto e falador, e pelo carinho que como sempre me recebem, a mim, à minha pequena Namorada / Esposa e ao meu Filhinho.

Um muito obrigado e abraços para todos, e, no dia 29 de Março, se Deus quiser, irão aturar-me outra vez! Tudo de bom para todos os meus bons amigos no geral.

Manuel “Kambuta” dos Dembos

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

P884: É UM BARDO PORTUGUÊS...

Envia-nos o nosso camarigo Juvenal Amado esta "Ode ao Cozido", pretensamente cozinhada por um tal Chatotorix - diz ele... Bom, que lhes faça bom proveito! Mas não abusem...



sábado, 11 de fevereiro de 2017

P881: PARA OS MAIS SAUDOSISTAS

OPERADORES PORTUGUESES LANÇAM GUINÉ-BISSAU 

(ILHAS BIJAGÓS) COMO DESTINO DE FÉRIAS EM 2017

LUXO NOS BIJAGÓS
A francesa Solange Morin, proprietária do Ponta Anchaca na ilha de Rubane, assegura o transporte dos turistas ao seu hotel em avião privado
Os pacotes para a Guiné-Bissau serão lançados até à BTL, feira do turismo de Lisboa, como resultado da primeira viagem de reconhecimento do destino que envolveu a maioria dos produtores de viagens
Foi, literalmente, uma descoberta para os operadores turísticos portugueses. A primeira 'fam trip' à Guiné-Bissau de 'construtores' de programas de viagens promovida pela Euroatlantic de 6 a 11 de janeiro — onde participaram a Abreu, Solférias, Soltrópico, Sonhando, Clube Viajar, You e Across, que representam 80% da operação turística nacional — irá resultar na criação de pacotes de férias, de uma semana a 10 dias, a lançar já na próxima BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), a feira que decorre na FIL de 15 a 19 de março e que é a principal montra do turismo português.
Para os operadores turísticos, a 'pérola' deste destino novo são os Bijagós, arquipélago com 88 ilhas ao largo da Guiné-Bissau e que é um santuário natural (tem os únicos hipopótamos marinhos do planeta, entre uma grande diversidade de vida animal, como tartarugas ou chimpanzés).
"O nosso objetivo é fazer um turismo de qualidade e controlado tendo em conta o ecossistema que existe em Bijagós, cujo potencial é muito aprazível para o turismo que o mundo hoje procura", salientou Fernando Vaz, ministro do turismo da Guiné-Bissau ao receber os operadores turísticos, a quem fez o apelo de criar um produto de férias "para que os portugueses também venham à Guiné onde vão sentir-se em casa, e não só ao Algarve".
O ministro guineense frisou ainda que "o nosso turismo ainda é incipiente, recebemos 30 mil turistas por ano, e queremos aprender com Portugal. Se Cabo Verde conseguiu tornar-se um destino reconhecido nós também vamos conseguir".

                                                        
          

                                                                  MAR DE ILHAS
O arquipélago de Bijagós, ao largo da Guiné, integra 88 ilhas em estado natural, o que é considerado um paraíso para eco-turismo
Para a Abreu Viagens, a Guiné tem todas as condições para "funcionar como um destino novo" de lazer, quando até à data era "desconhecido" dos turistas portugueses, conforme destaca Leonor Ramos, gestora do produto África do operador turístico, que participou nesta viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau.
Tirando partido dos atuais quatro voos diretos por semana que ligam Portugal à Guiné (dois da TAP e dois da Euroatlantic), a perspetiva da Abreu é lançar a curto prazo programas de viagens de 5 a 7 dias, "focados no arquipélago de Bijagós mas sem deixar Bissau de fora, pois os portugueses têm uma ligação grande à cidade", adianta Leonor Ramos. Na sua perspetiva, o perfil do cliente-alvo para o destino Guiné é sobretudo o "passageiro que já bateu outros destinos ao nível de África, como São Tomé". Mas a gestora de programas da Abreu frisa que neste destino "está tudo ainda muito verde e tem de haver promoção do país, o que não passa só pelos operadores turísticos, é essencial que o Governo guineense assuma aqui o seu papel".
NA ROTA DO HIPOPÓTAMO
Os Bijagós têm a única colónia de hipopótamos marinhos no mundo, havendo programas especiais para os avistar
O mesmo objetivo é partilhado pela Solférias. "Faz todo o sentido incluir a Guiné-Bissau na nossa programação pois África é uma das principais apostas da Solférias", salienta Cláudia Martins, gestora de produto deste operador turístico. "Estamos a trabalhar já na programação de verão, válida de maio a final de outubro, e nesta altura do campeonato o que vamos fazer é lançar de imediato uma brochura com um combinado entre Bissau e Bijagós para pôr à venda já em fevereiro, e seguramente antes da BTL."
Do que viu na viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau, a operadora da Solférias adianta que o objetivo é "lançar programas de uma semana, incluindo cinco noites em Bijagós e uma em Bissau" e também "conseguir pacotes a preços abaixo dos 2 mil euros", dependendo das tarifas a negociar com as companhias aéreas."Vai ser um complemento muito interessante para a nossa programação", prevê Cláudia Martins, sustentando que a Guiné pode funcionar como destino "que complementa a nossa oferta 'charter' para Cabo Verde, embora dirigindo-se a um mercado diferente, que não é do 'tudo incluído', mas sobretudo clientes que procuram outro tipo de experiências. Cada vez há mais pessoas a necessitar do contacto com a natureza, do desligar dos telemóveis, e destinos como este são cada vez mais procurados".
ECOSSISTEMA
O Turismo da Guiné-Bissau diz-se empenhado em "desenvolver um destino controlado e não massificado nos Bijagós"
Segundo a gestora da Solférias, "acreditamos que não será um destino de grande volume, mas nesta fase não queremos deixar de ajudar a Guiné-Bissau com tudo o que estiver ao nosso alcance". Salienta que "estão reunidas as condições" para se lançar este destino novo em Portugal, mas sublinha que há ainda "um longo caminho para a Guiné fazer, com todas as notícias negativas que têm saído sobre o país".
"UM PARAÍSO DESCONHECIDO PARA A MAIORIA DOS PORTUGUESES"
Lara Reis, gestora de produto da Soltrópico, também considera que o destino "tem muito potencial e o produto pode ter muita saída em Portugal, mas é preciso mudar a visão que os portugueses têm da Guiné-Bissau". Sustenta que este "pode vir a ser um produto Soltrópico", mas ressalva que terá de ser ainda sujeito à análise do operador turístico relativamente à programação para 2017. Na sua opinião, "de início, e para não correr muito risco, podíamos começar com um pacote mais pequeno, de cinco noites, com Bissau e Bijagós, um paraíso ainda desconhecido para a maioria dos portugueses e que poderá ser um próximo destino a estar em voga".
Segundo a criadora de pacotes de férias da Soltrópico, "mais tarde poderíamos fazer uma identificação de pontos interessantes no país com vista a programas associados a turismo de saudade e às memórias coloniais, pois há uma grande comunidade de portugueses que estiveram na Guiné-Bissau e podem ter interesse em voltar ao país e matar saudades". Frisando que "o que procuramos na Guiné não é um turismo de massas", Lara Reis refere que no início desta operação "os preços terão de ser bastante interessantes, em comparação com outros destinos como São Tomé ou Senegal".
No caso do operador turístico You, a previsão também passa por lançar programas a curto prazo. "Nós já tínhamos pensado fazer alguma coisa na Guiné-Bissau", salienta Elisabete Augusto, diretora de operações da You, para quem a recente visita de reconhecimento ao destino tornou "o produto mais fácil de trabalhar".
TURISMO DE SAUDADE 
As memórias coloniais são visíveis na antiga messe dos oficiais em Bissau, que deu lugar ao Hotel Azalai
Para lançar o destino Guiné, o objetivo da You passa por "publicar circuitos de uma semana a 10 dias, com quatro a cinco noites para ir à praia, e vamos de certeza incluir Bijagós", refere Elisabete Augusto, adiantando que os programas terão um alcance mais vasto. "A nossa ideia é também montar um 'tour' pelo interior da Guiné, passando por cidades como Bafatá ou Gabu, além de Bissau, a pensar nos antigos militares que querem visitar os lugares onde estiveram durante a guerra colonial". Como frisa a diretora de operações da You, "vamos trabalhar para que as pessoas em Portugal possam vir conhecer a Guiné".
Tendo já algum tráfego para a Guiné, organizando viagens associadas a ações humanitárias, também o Clube Viajar, cujo operador é o Viajar Tours, tem a perspetiva de começar a lançar pacotes com Bissau e Bijagós. “O arquipélago dos Bijagós é um paraíso natural e apenas a quatro horas de distância de Portugal”, faz notar Manuela Varanda, agente de viagens do Clube Viajar, frisando que, face ao potencial da Guiné ao nível de programas de lazer, o destino merece começar a ser explorado. “E esta viagem de reconhecimento demonstrou tratar-se de um destino tranquilo, genuíno e com um povo muito gentil, além de ter boa comida.”
LANÇAR UM MANUAL DE VENDA PARA OS AGENTES DE VIAGENS
Para o operador Sonhando, a 'fam trip' à Guiné-Bissau foi “um sucesso”, e também "um verdadeiro derrubar de preconceitos, pois apesar da instabilidade política do país encontrámos um ambiente pacífico e seguro", salienta Mariana Correia, gestora de reservas da Sonhando.
Destaca ainda as "paisagens deslumbrantes como o arquipélago dos Bijagós, hotelaria diversificada e de qualidade, receptivos locais com produtos bem trabalhados e prontos a receber o turista português".
ENERGIA AFRICANA
Os operadores também querem destacar a vertente cultural nos programas de viagens à Guiné
Segundo Mariana Correia, "a Sonhando tudo fará para divulgar e colocar a Guiné-Bissau como um dos destinos de eleição dos portugueses", através da criação de pacotes de 5 a 7 noites, que serão lançados ainda antes da BTL. "Vamos apostar em programas de lazer, e também de turismo de saudade associados ao regresso de ex-combatentes, além caça/pesca ou negócios", adianta.
A operadora da Sonhando adianta que "a nossa intenção é fazer um manual de vendas para os agentes de viagens em Portugal, pois sabemos que apesar de uma língua que nos une, existe um profundo desconhecimento da Guiné Bissau enquanto destino turístico com enorme potencial".
Apesar de ser mais especializada em safaris, e tendo o foco em África, também a Across prevê começar a incluir a Guiné na sua programação já em 2017.
"Esta viagem deu-nos a mostrar a verdadeira imagem da Guiné", sustenta Reno Maurício, diretor-geral da Across, frisando que o seu interesse está em "destinos com uma relação forte com Portugal, locais que não tenham só animais mas também história, algo com que o cliente português se possa relacionar".
Segundo o diretor-geral da Across, "vamos já lançar três programas para a Guiné-Bissau, com vertente cultural, de vida selvagem e de praias", e a curto prazo sairão as respetivas brochuras para venda nas agências de viagens. "Vamos aproveitar os voos da Euroatlantic para vender uma série de experiências", que irão resultar em combinados de Bissau com Bijagós e com locais para safaris, além de "programas à medida na área de turismo de saudade, em que queremos levar pequenos grupos de umas 18 pessoas, pois este é um mercado forte na Guiné".
A nível de preços, Reno Maurício avisa que "não vamos ser os mais baratos do mercado, pois a nossa guerra não é a dos preços". Na Across o preço dos programas para este destino vai depender de uma série de opções disponíveis. "Na Guiné estamos a falar de um produto que pode ir de pouco mais de mil euros até três mil euros", avança.
VIDA SELVAGEM
Assistir à desova das tartarugas na ilha de Poilão é uma das experiências que os turistas podem ter nos Bijagós
"Eu acho que vai haver uma grande dose de boa vontade dos operadores que aqui vieram no sentido de promover a Guiné-Bissau", sustenta o diretor-geral da Across.
A "NECESSIDADE DE RESPIRAR NATUREZA"
Para alojar os turistas nos Bijagós, a mira dos operadores está sobretudo no Ponta Anchaca, hotel da francesa Solange Morin na ilha de Rubane onde os quartos são 'tabankas' de madeira à beira do mar e entre palmeiras, exalando um ambiente de luxo natural.
"Quando aqui cheguei isto era selva virgem, não havia nada, nada, tive de fazer tudo do zero", diz Solange Morin, assumindo o seu "grão de loucura" ao ter vendido os seus hotéis no Senegal para criar uma unidade nos Bijagós. "Tinha necessidade de respirar natureza, não há outra sensação de paz e liberdade como há aqui", confessa.
É a mesma sensação que Solange Morin quer transmitir aos clientes do hotel. "Quando as pessoas querem ver as tartarugas ou os hipopótamos, nós podemos fazer isso", garante. O Ponta Anchaca conta com várias lanchas para passeios e também um avião privado em permanência para assegurar o transporte dos hóspedes de Bissau. "É um destino que ainda não é conhecido. As pessoas perguntam: onde ficam os Bijagós?", refere Solange Morin, que tem recebido sobretudo hóspedes franceses, belgas, ingleses ou italianos, "e espero que cada vez mais portugueses".
Além do Ponta Anchaca, são sobretudo os hotéis virados para a pesca, e também de proprietários franceses, que predominam nos Bijagós.

 ACAMPAR NA PRAIA 


O Dakosta Island Beach Camp do guineense Adelino da Costa põe a tónica na cultura bijagó
O destaque também vai para o Dakosta Island Beach Camp, do guineense Adelino da Costa, junto à praia de Bruce em Bubaque, onde parece que o tempo parou.
Além dos quartos em vivendas, o Dakosta Island tem também um espaço de tendas marcado por instalações artísticas associadas à cultura bijagó.
"Estamos num espaço protegido pela UNESCO, isto é um museu ao ar livre, é a pura natureza que está a faltar no mundo", faz notar Adelino da Costa, que trocou a vida nos Estados Unidos (onde é um lutador medalhado e tem uma rede de ginásios em Nova Iorque, com a marca 'Pump') para estar mais próximo do investimento turístico que quer reforçar na sua terra.
"A língua portuguesa está-se a perder aqui", considera Adelino da Costa, lembrando que o investimento turístico nos Bijagós está a ser feito sobretudo por franceses, e "há zero de portugueses". Como guineense, propõe-se aqui diferenciar pelo toque da cultura. "O atraso da Guiné pode tornar-se na sua principal vantagem, pois os Bijagós ainda estão em estado natural, nada foi estragado", salienta. "É um local para desligar o telemóvel e desligar de tudo. E isto para os turistas é o mesmo que lhes dar ouro."
......................................................................................................................................

Nota:  O texto que reproduzimos foi publicado recentemente no Blogue dos Especialistas da BA12. O seu conteúdo poderá interessar a muitos dos combatentes que passaram pela Guiné e que gostariam de poder voltar a lembrar tempos e gentes do antigamente. Por isso achámos útil editar este texto, com a devida vénia aos Especialistas da BA12.
Acrescentamos ainda que a BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) a que o texto faz referência é o maior evento de turismo realizado em Portugal e a sua 29ª edição vai ter lugar na FIL, Parque das Nações, de 15 a 19 de Março de 2017.
Os Editores