quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

P862: HISTÓRIAS CURTAS DAS TERMAS DE MONTE REAL - 7


EXCENTRICIDADES…

Habituado que estava a excentricidades de alguns hóspedes, há algumas dezenas de anos, tinha atenção redobrada para alguma coisa fora do normal que visse chegar ao Hotel.

Um dia, (pelo início do Verão), em que estava sentado no terraço da entrada do Hotel, vi chegar um táxi com duas senhoras, (uma de mais idade, a outra mais nova), e quando os porteiros descarregavam a bagagem, não pude deixar de reparar num objecto grande, tapado com uma espécie de lençol e que não deixava ver o que seria e o que traria no seu interior.

As senhoras traziam também na sua mão, uma pequena gaiola com um periquito. Preocupado, pedi a um dos porteiros que se inteirasse do que era tal objecto e o que continha.

Pouco depois, veio ter comigo a rir e disse-me que era uma grande gaiola, com poleiros, mas vazia. Tinha indagado junto das senhoras para o que era tal gaiola, e responderam-lhe então que era o “quarto dos brinquedos do periquito”.
Compreendi então o motivo do riso.

No outro dia, ao fim da manhã, no terraço do Hotel, estavam as duas senhoras sentadas, com a gaiola pequena e o periquito, eis se não quando, chega um táxi, e lá vão os três (as duas senhoras e o periquito) rumo não fazia eu a mínima ideia onde.

Claro que, curioso, fui perguntar ao mesmo porteiro da véspera, que soltando uma gargalhada me disse:

Vão para a praia até à hora do almoço, porque segundo me disseram o periquito precisa de apanhar sol nas penas!!!!

Joaquim Mexia Alves




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

P861: DEPOIMENTO DE UM CAMARADA

O António Carreira é um camarada que já esteve presente nos nossos convívios. Teve agora a oportunidade de dar o seu depoimento sobre a sua comissão na Guiné, publicado na Revista de Domingo do Correio da Manhã, saída no passado dia 27 de Novembro - que aqui reproduzimos, com a devida vénia àquele diário.
É-nos difícil apresentar o tamanho adequado do texto. Sugerimos por isso que, para lerem o texto com mais facilidade, primam a tecla CTRL e rodem o botão "scroll" do rato (a rodinha) para aumentarem o zoom e adaptarem a largura do texto ao tamanho do monitor. Experimentem com 175% de zoom, que deverá ser suficiente.

Os Editores




domingo, 25 de dezembro de 2016

P860: UM POEMA DO LÚCIO VIEIRA

INVENÇÃO DA LUZ
  


então eu disse aos véus da noite que rompessem
e nasceu o dia
calaram-se os gemidos e os canhões
silenciaram-se gritos e sirenes
depois do mais profundo da terra
brotou um cântico de vida

silêncio      ouçam
são ao longe os sinos que repicam
e depois o vento a murmurar
na seara que aloira

o vento
o mesmo que leva no dorso o milagre da esperança
e os sonhos das mães que nunca pariram

ouçam mais além o murmúrio do mar
que se amaina em delírios de bonança

e então eu digo
que venham poetas, que venham operários
que venham também os santos e os reis
que um cinzel de artista esculpa um novo hino

e que todos os homens da Terra
o façam ouvir no longe das estrelas

silêncio      escutai

já surgem ao longe os pastores
já se renderam os soldados
as flores irrompem nos pântanos
e nos penhascos todos de todas as serras
acendem-se já os arco-íris
enquanto na suave espuma do mar
purificam sábios e anjos e leprosos
                                                                                          
e os astros abriram-se
e eu disse aos lábios mudos que cantassem
e disse aos olhos de água que sorrissem
                                                    
escutai e vede que tudo foi assim
e que o mel se derramou no regaço das papoilas
                                                          

vinde
vinde e trazei o olhar puro
e as mãos transparentes
e o linho e o trigo e a água e o sol
e as veias abertas ao clamor da vida

vinde
libertos de algemas
de armas depostas
de feridas saradas
com palavras puras                         
e cânticos de amor

vamos      vinde
trazei na viagem o vosso inimigo
falai aos regatos e dizei aos ventos
que as palavras perderam o sentido



que se cantem d’ora avante
só canções de amor e salmos de luz
que a hora sublime é chegada

vinde
despidos e puros
sem rumos nem ódios
sem medos nem trevas
sem prazeres nem ouros

vinde     todos
rendei-vos à vida
párias e monges
loucos e poetas
operários e reis
soldados e virgens
e vós

vós também

vinde     apenas
vinde e enchei os olhos de milagre
porque agora mesmo
nas benditas mãos de uma mulher
acaba de nascer uma criança




                                                          António Lúcio Vieira
1980
1980

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

P859: PARA TODOS OS CAMARIGOS E RESPECTIVAS FAMÍLIAS

O Natal é época de coração!

Quero eu dizer, que o Natal para mim (para além do sentido religioso que vivo intensamente) é uma época de afectos, de sentimentos, por isso mesmo, uma época de coração.

E aquilo que nos une, a nós combatentes, já começa a deixar de ser apenas o “ter estado na guerra”, para passar a ser também, uma união de afectos, de sentimentos, de coração.

Quase arrisco a dizer que, onde estão um ou dois combatentes reunidos confraternizando, estão também todos os outros, porque essa condição de combatente nos irmana e faz presentes.

É por isso mesmo, por todas estas razões, que queremos, aqui na Tabanca do Centro, desejar a todos os camarigos combatentes que a frequentam, bem como a todos os combatentes de Portugal, e às suas famílias, um Feliz Natal cheio de coração, e um Ano Novo cheio das maiores felicidades.

Monte Real, 23 de Dezembro de 2016
Tabanca do Centro
Joaquim Mexia Alves




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

P858: JERO - UM NATAL JÁ DISTANTE... MAS INESQUECÍVEL

RECORDANDO UM NATAL
DOS TEMPOS DA GUERRA

Não há nada a fazer. Sou dos tipos que raramente deita papéis fora. Quando me decido que na tarde daquele dia é que vai ser… perco a vontade em poucos minutos.
Mais uma vez assim aconteceu. Porquê? Porque encontro papéis antigos que leio, releio e não sou capaz de rasgar nem deitar fora.
Vou partilhar um desses que, para melhor leitura, resolvi encurtar. Já lá vão uns anitos. Diz respeito ao Natal de 1964.
Está a chegar ao fim o Dia de Natal, epílogo de uma semana de trabalho intenso que nos permitiu festejar de uma maneira única e inesquecível o que foi para a grande maioria o primeiro Natal fora de casa, longe das famílias.
Vista do cais de Binta e de algumas ruas
Mas o «milagre» que tínhamos conseguido compensava tantas can­seiras e sacrifícios.
Binta poderia considerar-se agora quase uma pequena vila e com certeza um estacionamento militar sem rival, ao nível de Companhia, em toda a Guiné.
A sujidade de outrora que imperava por toda a parte desapareceu e nem um papel conspurca os arruamentos do estacionamento que merecem bem a toponímia que ostentam, aqui séria, ali com apurado sentido de humor.
Capela
Uma cozinha, uma padaria, uma secretaria, uma caserna, um refeitório para praças, uma cantina, um depósito de géneros, messes de oficiais e sargentos e res­pectivas camaratas, um parque auto, um Posto de Socorros modelo e finalmente uma capela original que não existia três dias antes do Dia de Natal, nasceram depois da chegada a Binta da «675».
Além de tudo isto temos um campo de aviação que, embora ainda não aprovado, já serve para uma aterragem de emergência.
O «milagre» de Binta foi conseguido enquanto 160 homens, comandados por um oficial de excepção, faziam no exterior do «arame farpado», 124 patrulhas, «limpando» uma área de 400 km’ de elementos indesejáveis.
Os sacrifícios, os perigos passados, não se podem descrever com palavras. Mas valeu a pena.
Seis meses depois da nossa chegada a Binta pudemos ter um Natal de Esperança.
Foi o generoso esforço de todos neste ambiente diferente, próprio da grande família que é a «675», que possibilitou este Natal diferente que perdurará no espírito de todos que estiveram na nossa Ceia de Natal (e foram todos os elementos da Com­panhia, à excepção dos que se encontravam nos Postos de sentinela).
Daqui a cinco, dez anos, durante toda a nossa vida, em cada Natal que chegue, quando na noite da Consoada estivermos com a nossa família, recordaremos com emoção um Natal diferente que houve nas nossas existências.
«Faz hoje anos, quando eu estava na Guiné a cumprir serviço militar, em Binta, junto ao Rio Cacheu...»
E começará um desfile de recordações que com os olhos brilhantes, nostálgicos, relataremos aos que nos rodeiam.
Quando o nosso Comandante de Companhia chegou ao refeitório, vistosamente decorado com motivos alusivos à quadra, todos os elementos da Companhia, que já se encontravam em volta das mesas, se levantaram respeitosamente.
Na mesa da parte mais central ficaram sentados à direita e à esquerda do nosso capitão, respectivamente, o Capelão do Batalhão e Ribeiro de Carvalho, industrial de madeiras que há trinta e oito anos se encontrava na Guiné, rodeados pelos restantes oficiais.
As mesas encontravam-se muito bem arranjadas, ardendo em todas elas impro­visados «castiçais». Começou então a ser servido o tradicional bacalhau com batatas e couves cozidas, não faltando o vinho verde para “alegria das gentes”.
A lauta ceia decorreu na melhor ordem.
Há em cada rosto uma sentida alegria nesta noite de reunião perpetuada através dos séculos.
Findo o jantar os comandantes de pelotão e sargentos dirigiram-se às mesas onde estavam os seus soldados para todos confraternizarem.
A certa altura faz-se silêncio: “Vai falar o nosso capitão”.
Capitão Tomé Pinto
Em frases breves, concisas, dirigindo-se não só à companhia, mas também ao industrial de madeiras Ribeiro de Carvalho e aos guineenses presentes, começou por dizer que embora sendo diferente este Natal, ele também estava a decorrer em família, já que a nossa companhia constituía uma grande família.
A outra, embora longe, estava presente em espírito, e o oceano que havia entre nós não nos separava mas, pelo contrário, unia-nos neste dia de significado tão especial.
Concluídos quase oito meses de comissão volta a afirmar (já o tinha escrito no “Jornal da Companhia”) que estava muito satisfeito como todos os elementos da Companhia que lhe tinha cabido trazer para o Ultramar, e, se não pudesse ser melhor, que no futuro todos procurassem cumprir como até agora o tinham feito.
Os votos que é costume desejar na quadra de Natal resumiu-os numa frase curta: «O que desejo para mim desejo para todos vós».
População com o médico
Disse ainda que dentro em pouco teria início uma nova fase na missão que nos tinha sido confiada na zona, pois estaria para breve o regresso das populações, já que a segurança e a «limpeza» da área o permitia.
Desejou que o Novo Natal, se ainda estivessemos em Binta, decorresse igualmente com tranquilidade e sossego, que a nossa «família» aumentasse com a presença dos ele­mentos das populações nativas e que pudessemos andar em paz de tabanca para tabanca, proporcionando a todos uma vida melhor.  
Capelão Padre Gama
Neste Natal, que ficaria com certeza inesquecível para todos, teríamos ainda na nova Capela de Binta Missa da Meia Noite pelo sr. Capelão que nos quis honrar com a sua presença amiga.
Terminou desejando para todos muita saúde e sorte.
À meia-noite começou a missa, muito concorrida, sendo a homília do Capelão verdadeiramente brilhante, dando assim o melhor fecho à inesquecível Noite da Consoada.
E embora muito ao longe, durante a santa missa, se ouvissem rebentamentos e o matraquear de armas automáticas, que nos recordavam amargamente a guerra, no silêncio que nos rodeava «flutuava uma mensagem, de amor, paz e esperança».
Mais de meio século passou. Pela lei natural da vida já cerca de 50 camaradas nos deixaram. Mas os que ficaram não cedem. O que nos uniu mantém-se. A amizade cimentada pelos tempos difíceis da guerra continua.
E as recordações do Natal de 1964 ficaram-me para sempre na memória e num papel.
Que mais numa vez “escapou” às limpezas e ficou arrumado…
Quem vier mais tarde que faça as limpezas e feche a porta.
Natal feliz, Camarigos.

José Eduardo Reis de Oliveira
(JERO)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

P856: REVISTA "KARAS" DE DEZEMBRO


Para uma maior compreensão de como funciona esta gerinconça, marcámos uma entrevista na redacção da revista, onde fomos recebidos pelo seu director, o Miguel Pessoa, cujo nome já tem aqui sido referido.

Estranhámos a pequenez do local de trabalho, tendo-nos sido explicado que, por razões económicas, o local é partilhado com o proprietário do apartamento, um sujeito que por coincidência também se chama Miguel Pessoa. E, havendo unicamente um posto de trabalho, ele é utilizado pelos diversos operadores num sistema idêntico ao da “cama quente” dos submarinos, levantando-se um para se sentar o seguinte…

Assim, depois de o director planificar o conteúdo da nova edição, dá o seu lugar ao articulista que redige os textos, seguindo-se o fotógrafo presente no convívio, que descarrega as fotos tiradas no local; e é então a vez do repórter presente no encontro fazer os comentários que complementem a reportagem fotográfica; terminada esta fase, cabe ao  editor escolher de entre as fotos e textos entregues aqueles que mais se adequam à linha editorial da revista; e entra depois em acção o revisor, que se assegura da inexistência de gralhas ou outras incorrecções. Findo este trabalho a revista está pronta a ser publicada.


Bom, feita esta introdução sobre as diferentes fases que decorrem na preparação da revista, a revista “Karas” (RK) decidiu fazer algumas perguntas ao editor (MP).

RK: Para uma estrutura totalmente amadora e com escassos recursos financeiros, como é que a ”Karas” consegue sobreviver?

MP: Na verdade, temos algum apoio financeiro de um patrocinador particular, o proprietário do apartamento onde funciona a redacção, que nos garante o pagamento das deslocações – onde se incluem as portagens, gasolina, refeições e algum cafezinho no Café Central. Em troca disso não dizemos mal dele…

RK: E como conseguem suportar as despesas com tantos funcionários?

MP: Bem, todos os nossos funcionários têm o mesmo nome – Miguel Pessoa – o que a nível das Finanças funciona como se fosse só um indivíduo. E isso poupa-nos muito dinheiro – nos impostos e nos ordenados…

RK: E o sistema do “cadeirão quente” resulta?

MP: Principalmente no inverno – sabe bem ter o assento quente quando nos sentamos. E os proprietários do apartamento também nos disponibilizam o gato da casa, que gosta de ficar ao nosso colo; o que nos impede de adormecermos no trabalho, pois de vez em quando o bichano mete as unhas para amaciar o colchão…

RK: Dispõem de mais colaboradores no terreno?

MP: Claro. A nível da reportagem fotográfica contamos na maior parte das vezes com a colaboração do Paulo Moreno e do Manuel “Kambuta” Lopes, embora este último tire mais fotografias a ele próprio do que aos outros… Aquela máquina deve andar sempre de mão em mão… E o JERO às vezes também tira umas fotos… mas poucas me chegam às mãos – devem estar encriptadas… A Giselda Pessoa colabora na área das Relações Públicas e também desenrasca algumas fotos quando o fotógrafo está ocupado. Já o Almirante tira as fotos só para ele, que nós nunca as vemos...

RK: Reparo que o titulo das revistas refere-se muitas vezes ao mês anterior. Por exemplo, a Revista "Karas" de Setembro acaba por ser publicada no início de Outubro... Isto não é um contra-senso?

MP: Depende do ponto de vista... Para mim o título refere-se ao mês em que se realizou o evento objecto da reportagem. O tema da revista "Karas" de Setembro é o nosso convívio da última 6ª feira de Setembro, por isso a referência ao mês, independentemente de a revista vir a ser publicada já no início do mês seguinte...
Sucede com alguma frequência que, por se realizar o convívio já muito próximo do fim do mês, a edição da revista já cai no mês seguinte.

RK: Tem algum prazo para fazer sair a revista após a realização do encontro?

MP: A ideia generalizada é de que a revista seja editada entre 3 a 5 dias após o evento. Não é no entanto uma regra rígida... Sucede que a equipa participa em outras confraternizações desligadas da Tabanca do Centro, por vezes quase coincidentes, o que pode atrasar a publicação da revista. Além de que dependemos da recepção de fotos dos colaboradores, que têm ainda que ser sujeitas a tratamento, uma por uma. E podemos acrescentar que para um evento podemos ter que tratar 200 a 250 fotos, o que passa por definir um outro enquadramento e reduzir o "peso" do ficheiro - o que pode levar a passar uma foto de 1,5Mb/3Mb para um tamanho entre 250K e 400K. Isso permite-nos enviar aos participantes a totalidade das fotos de uma única vez - as 80 a 90 fotos que às vezes enviamos passam a ocupar um espaço inferior ao limite máximo de 25Mb que as caixas de correio normalmente aceitam.

RK: Com tantos participantes, como consegue identificar todos os que aparecem nas fotos?

MP: Muitos deles são participantes frequentes – já temos obrigação de os identificar com facilidade. Quanto aos menos frequentes temos o cuidado de, para cada convívio, fazer uma lista do pessoal que ainda não tem foto arquivada. E à sua chegada aviamos logo uma foto individual para incluir no nosso ficheiro dos participantes. Isso permite-nos, em caso de dúvida, identificar os novatos ou menos habituais. Já dispomos de um acervo de mais de 250 fotos, mas desses diria que à volta de 60 serão mais ou menos regulares.


RK: Qual a reacção do pessoal às reportagens fotográficas?

MP: Não temos tido grandes reclamações… Noto que os novatos olham com desconfiança quando pretendemos tirar-lhes uma foto para o cadastro. Devem pensar que aquilo vai parar a algum arquivo de informações… Mas como já referi são importantes para identificar os participantes na reportagem fotográfica. Poderá também haver quem se ressinta de aparecer pouco nas fotos. Mas num magote de 60 ou 80 pessoas, não posso garantir que todos fiquem na foto…



RK: Uma última pergunta: A revista “Karas” é para continuar?

MP: Claro! E se me dá licença ficamos por aqui, que tenho que publicar esta reportagem!




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

P853: PARA AGENDAREM OS PRÓXIMOS CONVÍVIOS...

CALENDÁRIO DA TABANCA DO CENTRO PARA 2017

Como referimos na última revista "Karas", os participantes no último convívio da Tabanca do Centro foram contemplados com a oferta de um calendário de mesa para 2017, com as "cores" da nossa Tabanca, uma iniciativa do nosso camarigo Paulo Moreno.

O nosso camarada Armando Faria, tendo visto publicadas na revista Karas as fotos do referido calendário, resolveu com elas fazer uma montagem para divulgar a eventuais interessados. Agradecemos ao Armando esta iniciativa, embora já estivesse nos nossos planos divulgar o esquema do calendário, para impressão e montagem pelos interessados. Assim, para os que não estiveram presentes e pretenderem "fabricar" um calendário, poderão imprimir o modelo junto.

Cliquem com o botão da direita sobre a imagem do calendário / Escolham a opção "Gravar imagem como..." / Escolham o nome para o ficheiro e o local no vosso computador onde querem guardar a imagem (Ambiente de trabalho, um ficheiro à vossa escolha, etc.) / "Enter"... e já está!

Não terão problemas pois a figura já vem com instruções de montagem... Ao imprimirem, apenas aconselhamos a utilização de uma folha com uma gramagem mínima da folha de 120 mg, para o calendário não se ir abaixo...

Caso tenham dificuldades, contactem-nos para tabanca.centro@gmail.com ou façam o pedido na caixa de comentários deste poste e enviar-vos-emos um ficheiro do mesmo calendário em formato JPG. 


Se apenas pretendem dispor de um calendário para consulta no vosso computador, então sugerimos o download desta segunda imagem, seguindo os procedimento já indicados acima. Talvez o melhor local para a guardar seja o "ambiente de trabalho", onde facilmente a seleccionam.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

P852: JÁ PODES ADQUIRI-LO!


No decorrer do nosso convívio de 2 de Dezembro de 2016 fomos contactados por alguns camaradas que se mostraram interessados em adquirir o avental da Tabanca do Centro. O protótipo deste avental tinha sido encomendado ao nosso camarigo Paulo Moreno para ser oferecido nesse Encontro à D. Preciosa, anfitriã dos nossos almoços-convívio, e desde logo mereceu a atenção dos presentes, alguns dos quais se mostraram interessados na sua aquisição.
Após contactos com o Paulo Moreno, informamos que a partir desta data é possível proceder à sua encomenda.
Pretendemos que os pedidos sejam dirigidos directamente para a Tabanca do Centro. Nós encarregamo-nos de passar os pedidos ao Paulo Moreno, que procederá à sua feitura.

PARA ENCOMENDAR
CONTACTAR ATRAVÉS DE
tabanca.centro@gmail.com

Este é um projecto iniciado em Dezembro de 2016, sendo a partir desta data possível aos interessados adquirirem um avental da Tabanca do Centro, de que foi concretizada a primeira entrega no decorrer do nosso convívio de 2 de Dezembro - uma oferta da Tabanca do Centro à nossa anfitriã D. Preciosa.

O modelo é fabricado em poliéster, de tamanho único e cor preta, com dois bolsos laterais. À frente,  uma referência directa à Tabanca do Centro, com inclusão do respectivo "emblema". 



Cada avental tem o preço de 10,00 Euros, que corresponde ao custo unitário de produção do avental, sem lucro para a casa. É de referir que o Paulo Moreno, responsável pela produção do material, a exemplo do que sucede com as T-Shirts não tem qualquer lucro pessoal nesta iniciativa. Os nossos agradecimentos por todo o suporte que nos tem dado e pela colaboração desinteressada que nos tem prestado ao longo destes últimos anos, neste e noutros projectos.

As encomendas do material deverão ser feitas directamente para o mail da Tabanca do Centro - tabanca.centro@gmail.com - indicando simplesmente o nome do interessado e o número de aventais pretendidos. Não pretendemos saber quem vai usar o avental...

Meios de entrega do material: 
  • Por levantamento e pagamento da compra no decorrer do almoço seguinte ou a sua entrega através de um amigo que ali esteja presente.
  • Por levantamento e pagamento directo do material na loja do Paulo Moreno no Centro Comercial D.Dinis, Loja 502, em Leiria.
  • Por envio via CTT para a morada do interessado, com pagamento para nº de conta a indicar, no valor de 10 € por cada avental, acrescido de 3 € para portes de correio, eventualmente um pouco mais para encomendas maiores. Neste caso terão naturalmente que indicar a morada onde pretendem receber o material. O valor de 3€ dos portes é para o pagamento por transferência bancária. Será de 5 € se for um envio à cobrança.

                                                                                                                         Os editores

Nota: Têm sempre acesso a este poste carregando na imagem da coluna da direita onde é feita referência aos Aventais da Tabanca do Centro.

domingo, 4 de dezembro de 2016

P851: REVISTA "KARAS" DE NOVEMBRO


Para este convívio antecipámos um pouco o horário - concentração a partir das 12H00, almoço às 13H00. E bastante cedo começaram a juntar-se os participantes, no espaço interior, na esplanada e até no passeio fronteiro ao Café Central. Vemos em amena conversa o Mário Ley Garcia, João Rodrigues e José Jesus Ricardo. Noutro grupo, o Carlos Pinheiro e o José Pimentel Carvalho conversam com o António Sampaio, que se deslocou do Porto.

Já nos habituámos ao lote numeroso de participantes que o Manuel Jacinto vai arregimentando - menos de dez já começa a ser fraquito... Bom, aqui está ele com dois do seu grupo, o Manuel Cavadas e o António Cardoso. O António Sousa, lá atrás, é do lote do Manuel Kambuta Lopes...



Por falar no Kambuta, aqui está uma foto tirada pela sua máquina; mas o rapaz tem artes para aparecer à mesma na fotografia... Vemo-lo ao lado de um grupo de amigos habituais - Manuel da Ponte, Joaquim Henriques, José Manuel Baptista e Almiro Gonçalves.

E serão exageradas as afirmações do Almirante relativamente às grandes rivalidades entre Buarcos e a Figueira da Foz. Afinal estes dois camaradas da foto da direita - o Artur Soares e o Vasco da Gama - vieram juntos de lá, um de cada lado, e não consta que tenham andada à pancada pelo caminho...


Depois de um surgimento nos convívios há uns tempos atrás, o Carlos Morte falhou uns tantos encontros, reaparecendo agora no almoço de Natal. Aqui com os manos Rodrigues - João e Manuel - de Torres Novas.

O Baltazar Rosado Lourenço trouxe consigo um estreante nestes encontros, o Victor Domingos.


Outros estreantes nos nossos convívios: O Luís Sobreira, inscrito pelo Mário Ley Garcia; o José Manuel Leite, vindo com o grupo da Linha (aliás, já esteve presente em vários convívios da Tabanca da Linha); e o Joaquim Mesquita, trazido pelo António Pimentel.


O Luís Branquinho Crespo fez-se acompanhar novamente pelo filho Luís. E o Carlos Oliveira conversa com dois Santos, o Carlos e o Raul, que por acaso até nem têm laços familiares. Parece que com o frio o Carlos Santos desta vez optou por dispensar a sua habitual T-shirt da Tabanca do Centro, talvez por ser demasiado fresquinha...


Estava na hora de se avançar para o almoço. E é sempre difícil meter 90 pessoas na fotografia. Fora os distraídos que nem se dirigem para o local da foto...

Repararam num pormenor? Desapareceram as chapas das Termas e da Farmácia que normalmente faziam parte do cenário. Parece que perdemos os patrocinadores...


Oops! Ó Kambuta, olha que o pessoal está trás de ti... Este nosso camarada deve ter uma daquelas câmaras modernas, com retrovisor...

Ah! Afinal descobrimos as placas! Alguém as desviou um pouco mais para cima, como podem ver na foto da direita. Será porque não pagávamos direitos de imagem?

Bom, depois da foto o pessoal teve que ser orientado para o novo percurso. É que agora já não se desce a rua. O novo local fica bem perto do Café Central. Sobe-se a Rua de Leiria uns 50 metros e depois da agência de seguros da Mapfre (letreiro a vermelho na foto) desce-se a rampa à esquerda que nos leva á entrada do salão onde normalmente a Paróquia de Monte Real realiza as suas festas. 


Esta foto dá-vos uma perspectiva do percurso para o local da refeição. Não há que enganar!


Deixamos aqui duas perspectivas da sala. Dois conjuntos de mesas corridas com espaço suficiente entre elas para se poder circular, o que simplifica a tarefa a quem quer desentorpecer as pernas... e facilita a vida aos fotógrafos...

Dir-se-á que até poderíamos receber mais pessoas nos nossos encontros, pois há espaço para tal. Mas há dois aspectos que devemos tomar em consideração: 

O facto de o número 90 parecer representar a massa crítica da nossa Tabanca, e isto para casos excepcionais como os convívios de Novembro e Janeiro (e talvez Setembro), que geralmente congregam um maior número de participantes. No resto do ano pensamos que a assistência média rondará os 50/60 elementos.

Outro facto a ter em conta - muito importante - é a capacidade de resposta da D. Preciosa e colaboradoras às nossas necessidades. E vimos que agora estamos já a atingir o limite com os 90 lugares que se considerou como bitola máxima. Alguns camaradas queixaram-se de uma maior lentidão no serviço relativamente ao que se passava na Pensão Montanha. Curiosamente uma das colaboradoras referiu-nos como razões para isso os percursos mais longos entre a cozinha e as mesas e o tamanho das travessas, mais pequenas, obrigando a um maior número de reabastecimentos...

São pormenores que certamente poderão ser melhorados no futuro.


Ao lado do Carlos Santos, o Agostinho Gaspar e esposa Isabel. E já lá cantam 57 presenças consecutivas deste nosso camarada!

O Luís R. Moreira, o António Maria Silva e o José Miguel Louro representavam o pessoal da Linha. Bem, o Jorge Pinto e o José Manuel Leite também, mas não couberam nesta foto. Procurem noutro sítio...


O Fernando Freitas Pinto tem sido normalmente inscrito pelo Manuel Ferreira da Silva. Ao lado vemos o Victor Domingos, estreia absoluta nos nossos encontros, inscrito pelo Baltazar Rosado Lourenço, que também vemos na foto.

O casal Lobo, Silvério e Linda, fez-se acompanhar do seu netinho, o que já vai sendo habitual. Daí a referência ao Júnior Lobinho na lista de inscrições, o que fez confusão a algumas cabeças... E olhem que ele até já usa a T-Shirt da Tabanca do Centro...

Como vem sendo habitual sempre que está presente, na altura das sobremesas o casal Lobo presenteou-nos com o bolo fofinho do costume, já bastante apreciado por estas bandas... Obrigado!


O Vitor Caseiro conseguiu trazer a esposa Celeste a este convívio, o que nem sempre é possível, dada a vida profissional desta. Mais uma vez o Vitor e o Carlos Santos - aqui ao seu lado - mostraram a sua eficiência como tesoureiros, dando o seu contributo para o bom encerramento das contas, no final do almoço. 

Dois homens do grupo de Torres Novas, o Lúcio Vieira e o Carlos Pinheiro, ladeados pelo António Sousa, uma presença fiel nos nossos encontros.


Em primeiro plano o trio de Aveiro, Manuel Reis, Carlos Prata e José Luís Malaquias. Mais ao fundo, o José Luís Rodrigues (outra presença garantida) e o Carlos Manata.

O estreante José Manuel Leite aqui ladeado pelo Aníbal Tavares. Infelizmente motivos de saúde têm impedido a Fátima, esposa do Aníbal, de estar presente nos nossos convívios.


O Artur Soares apanhou boleia do seu vizinho de Buarcos, o Vasco da Gama. O Joaquim Peixoto e o José Manuel Cancela vieram lá mais do Norte. O Mário Ley Garcia, esse jogava em casa...

Lembrando os seus hábitos de "avô de serviço" o JERO carrega ao colo o júnior Lobinho. Sempre dá para manter a proficiência...


O Almiro Gonçalves e a esposa Amélia habituaram-nos à sua presença nos nossos encontros. E esmeraram-se no reforço da mesa das sobremesas, acrescentando-lhes saborosos pasteis de nata, bolo-rei e "bolo escangalhado". Os nossos agradecimentos ao casal.

O Luís Dias e esposa Manuela também não costumam faltar. Mais uma vez estiveram presentes.


Vemos o régulo da Tabanca, Joaquim Mexia Alves, acompanhado pelo Raul Castro, Luís Lopes Jorge e Fernando Faustino e esposa Aldina.

Desta vez o Carlos Manata ficou ao lado do gadamaelense Manuel Ferreira da Silva.


Dois casais que são participantes habituais: o António Frade e Maria Helena e o Diamantino Ferreira e Emília.


São reconhecíveis nesta foto o Raul Santos, o Rui Marques Gouveia e cunhado José Jesus Ricardo, e o António Pinto Alves, Manuel Clemente e respectivas esposas. Ah, do lado direito ainda reconhecemos a careca do Agostinho Gaspar, entre o filho Miguel e o Carlos Santos...

E não é que o Manuel da Ponte apareceu mesmo com a pessoa que inscreveu?! Ele que nos habituou a mudanças de parceiro de última hora... Desta vez trouxe a inscrita Maria Emília, que umas vezes identifica como Maria, outras como Emília, o que nos deixou baralhados...



A Giselda parece ter visto algum fantasma... Afinal era o Almirante Vermelho que se aproximava, ostentando garbosamente o cachecol do seu Benfica. Não nos esqueçamos que o almoço foi um pouco antes do jogo do seu clube com o Marítimo...



As travessas de reforço do cozido - couvinhas e carninhas - satisfizeram o apetite dos mais esfomeados. E as sobremesas da casa, reforçadas pelas ofertas dos casais Lobo e Gonçalves,  garantiram mesa farta e saborosa para os mais gulosos.



Era o momento para o Joaquim Mexia Alves falar aos presentes da situação actual que levou ao encerramento da Pensão Montanha pelo proprietário do imóvel e à necessidade da arrendatária, D. Preciosa, procurar um novo local para continuar a servir os seus clientes fieis.

Ora, nem a capacidade da sala nem a disponibilidade da cozinha do novo local permitem albergar um número de comensais acima dos 50 nem servir o prato de referência dos nossos convívios - o cozido à portuguesa - que pela sua complexidade exige uma cozinha bem equipada.

A solução encontrada, para já, foi recorrer à Paróquia de Monte Real, que amavelmente disponibilizou o salão onde realiza as suas festas para receber o nosso grupo. 

Ainda estamos numa fase de acerto de pormenores para podermos continuar a usufruir desses serviços nestas condições - uma sala ampla que possa receber até 90 convivas, a continuidade do apoio da D. Preciosa e respectivas colaboradoras e o fornecimento do prato de referência e ex-libris da extinta casa, o cozido à portuguesa.

Está também em aberto a possibilidade de voltarmos a alterar a data do convívio para a última 4ª feira do mês, de modo a evitarmos sobreposições com iniciativas da Paróquia no mesmo local, o que ocorre mais habitualmente às 6ªs feiras.

É um assunto que estamos a seguir com atenção e que divulgaremos logo que dispusermos de informação mais concreta. Aguardemos mais alguns dias.

Quanto aos dinheiros arrecadados das ofertas dos participantes nestes almoços, foi referido que a verba existente vai ser distribuída por duas áreas - uma num valor um pouco mais substancial, para o núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes, perspectivando o apoio a 3 ou 4 combatentes com necessidades; a outra, um pouco menor, ficou a cargo de um dos nossos atabancados, tendo em vista ajudar outros 2 camaradas em idênticas condições.


Em tempo de mudança para novo local, não quisemos deixar de prestar homenagem à D. Preciosa e colaboradoras que durante 56 convívios realizados na extinta Pensão Montanha deram o seu melhor para nos proporcionar o melhor serviço no decorrer dos nossos encontros. Por esse motivo lhes foi lido e entregue pelo régulo da Tabanca do Centro, Joaquim Mexia Alves, o público louvor que aqui reproduzimos.



E nada melhor que a oferta de um avental alusivo à Tabanca do Centro para lembrar à D. Preciosa este momento. Trata-se de um modelo novo que, como já é hábito, pedimos ao nosso camarigo Paulo Moreno para produzir para esta ocasião mas que, dado o seu bom aspecto, suscitou desde logo a atenção de vários camaradas interessados em adquirir o novo produto. Por isso iniciámos já conversações com o Paulo no sentido de nos ser indicado o preço do produto. E, a exemplo do que sucedeu com as T-Sirts, em breve apresentaremos a informação completa que permita aos interessados adquirirem o avental da Tabanca do Centro.



Pareceria a fila para assinatura de autógrafos por um Charles Aznavour ou quejando. Pelo menos a idade dos presentes poderia sugerir isso... Mas não, trata-se do pagamento do almocinho pelos 90 participantes. Nada que fizesse estremecer os nossos tesoureiros, já experimentados na função...





O pagamento do almoço dava direito a receber um calendário da Tabanca do Centro, iniciativa e oferta generosa do nosso camarigo Paulo Moreno, a exemplo do que tem acontecido em anos anteriores. Obrigado, Paulo.